ACDC NO BRASIL EM 2026
- Fernando Godoy

- 10 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Como meia dúzia de leitores já percebeu, minha banda predileta é AC/DC. Desde o primeiro texto que redigi neste blog já dei sinais claros de minha devoção à banda australiana. Pude vê-los em duas oportunidades: a primeira no estádio do Morumbi em 2009, por ocasião da turnê do consistente trabalho “Black Ice”- com uma das formações clássicas da banda e o saudoso Malcon Young comandando a guitarra base, diante de uma super produção e um gigantesco trem no palco, em razão de um dos hits do álbum – Rock’n’roll Train; a segunda, em Berna na Suíça, no ano de 2017, no Stade de Suisse– AC/DC é daquelas poucas bandas que lotam estádios no mundo inteiro - com direito a Axl Rose nos vocais; o que confesso inicialmente causou certa apreensão, dada a sacralidade dos vocais de Brian Jonhson, mas reconheço que Axl deu um fôlego para banda à época e surpreendeu positivamente (sua voz estava ainda em forma).

Com a notícia de uma turnê no Brasil anunciada para 24 de fevereiro de 2026 no Morumbi, estou na expectativa para enfileirar-me aos amantes do bom e velho rock’n’roll, e em minha opinião é a melhor banda em atividade do gênero.
Vendo uma verdadeira epidemia de mortes de vários ícones do Rock – Ozzy, Ace Frehley, Rick Davies, Brian Wilson, Hermeto Pascoal, etc - soa como última oportunidade para vê-los ao vivo, ao menos em solo brasileiro.

Apesar do último disco lançado já estar fazendo cinco anos – Power Up, não por acaso houve um hiato maior nos lançamentos, perfeitamente compreensível. Mas o fato é que o disco é muito bom e traz os caras com uma pegada que nos remete às vezes aos velhos tempos, a exemplo de “Realize” e “Witch’s Spell”. Vamos conferir sua perfomance ao vivo e a cores. Atrevo-me a dizer que estarão ainda em forma, apesar da idade avançada. Conto com as peripécias do incansável Angus Young – último integrante original da banda. Sei que não faltará o Walk Duck à La Chuck Berry, sua marca registrada e o Strip Trease, geralmente em Bad Boy Boogie.
Pois é, dizer que não se faz mais rock como antigamente é chover no molhado, mas no caso do AC/DC é preciso enfatizar que com a competência deles aí é que não se faz mesmo. Estaremos diante de um das últimas lendas do rock em atividade e tenho certeza, destilando competência, carisma e diversão garantidas. Até lá, aguardo ansiosamente o dia que receberemos os ingressos para assegurar uma noite de muito entretenimento e celebração; com a galera que já está se formando para assistir a este espetáculo, em sua acepção plena. Deus salve o Rock’n’Roll!!
GODOY YOUNG

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