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DEEP PURPLE - RETORNO TRIUNFAL

Atualizado: 3 de dez. de 2022


Dificilmente alguém fará uma lista dos melhores grupos de todos os tempos e será capaz de deixar esta lendária banda inglesa de hard rock de fora. Juntos do Led e do Sabbath, diria que tudo que veio depois em termos de rock pesado bebeu dessa fonte inspiradora eterna, chamada Deep Purple.

Falar sobre esse ícone é quase que reverenciar o óbvio. Reunir indivíduos talentosos e egocêntricos capazes de arrastar multidões de fãs mundo afora revela toda força dessa galera. De todas as fases, cumpre destacar duas: a mais clássica com Ian Gilan nos vocais, Roger Glover no baixo; Richie Blackmore (ego tem esse!) na guitarra; Ian Paice na bateria e John Lord nos teclados; Mas adoro também a fase com David Coverdale nos vocais e Glen Hughes no baixo e vocal.


Mas quando da saída de Coverdale em 1976, após lançamento de vários clássicos como Burn, o Purple acabou...

Pois bem, como o título do texto sugere, depois de uma longa parada e até parecia que seria definitiva, surge a banda em 1984, com a formação mais clássica, tendo Ian Gilan nos vocais, o que considero senão um dos melhores retornos de bandas com a mesma formação de outrora que os consagraram, como também um dos melhores discos da própria banda, que como se sabe lançou diversos trabalhos marcantes em sua trajetória, a exemplo de In Rock, Machine Head, Burn, Fireball... e tantos outros.

Sim, me refiro ao espetacular álbum Perfect Strangers. Se algum amante do hard rock não conhece, está intimado a ouvir essa maravilha do gênero. Não há como não mencionar a declaração com sabor de inveja, diria, do emblemático Dee Snider – vocalista da banda de Glam Metal Twisted Sister, que vociferou sobre o retorno dos deuses: “Bandas como Deep Purple deviam morrer.”

De fato, se foi inveja, merecidíssima! Haja vista que o petardo reuniu inúmeras canções de qualidade que permanecem indeléveis no imaginário dos fãs dos momentos áureos da banda, como bem se pode notar em Knocking at Your Back Door (cuja malícia sexual é bem legal); Nobody’s Home, Under the Gun e a fenomenal faixa título que junta tudo que melhor existe numa música de hard rock: Riff marcante, batida cadenciada, graças a cozinha excepcional de Paice e Glover, solo majestoso de Blackmore, vocal tinindo e firme como antes de Ian Gilan; e por fim um teclado na medida e de sonoridade inconfundível somente capaz de impactar graças a Mr. John Lord (que Deus o tenha).



Considero a banda excepcional e esse disco um dos melhores momentos da toda sua profícua carreira. Álbum imperdível para quem aprecia o bom e velho rock’n’roll. Pena que os egos depois se bateram, sobretudo, entre Gilan e Blackmore. Deixando esse último de fora da banda em 1993. Continuaram com o competente Steve Morse na guitarra. Tive a oportunidade de vê-los em Recife, acho que em 2003, na época estavam em turnê do “duvidoso” trabalho: Bananas. Mas o espetáculo foi muito bom e valeu demais a pena ter ido. Fomos num bate volta com uma galera muito massa, cujas resenhas são quase impublicáveis, mas isso fica para um próximo capítulo...


GODOY GILAN


 





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