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Do barulho ao faça-você-mesmo e o legado de 30 anos da Misantropia

Atualizado: 9 de jul. de 2022

Ser punk não é ser podre e sim refletir a podridão do mundo”. Vi essa frase pela primeira vez escrita na camisa de um dos integrantes da MISANTROPIA, uma verdadeira instituição do hardcore do Nordeste e que pra mim ainda era desconhecida. Foi o primeiro gig que fui só com bandas alagoanas. O ano era 2001 e a ocasião o


lançamento do CD da FullLine, uma das bandas mais ativas da época e que reuniu no extinto Maria Tequilla, a ‘casa do rock underground’ por um bom tempo em uma das fases mais produtivas da cena local, uma porrada de bandas convidadas para a festa.

Como disse antes, era o meu primeiro gig só com bandas independentes e no auge dos meus 13 anos e pouco eu já pirava na cena hardcore e em sons do Ratos de Porão, Cólera, Garotos Podres e Jason, mesmo sem ainda descobrir a infinidade de bandas, correntes políticas e todo o conhecimento e informação que o punk me trouxe ao longo de mais de 20 anos.

Pois bem, voltando ao referido gig...nesse dia o line-up do evento contava com atrações de todo tipo, do new metal ao manguebeat, passando é claro pelo hardcore. E eis que no meio de mais de 10 bandas que tocaram no evento, sobe ao palco um power trio formado por uns caras mais velhos e altamente dispostos a fazer barulho quando já passava das 4 da manhã. Fizeram acontecer com 3 acordes, simplicidade e uma postura contundente que me atraiu de primeira.

Eu como um adolescente novato no rolê, esperava ouvir um ou outro cover de bandas que já faziam parte das minhas playlists em fitas k7, porém com um ar mais sisudo e característico do punk, os caras desceram a lenha em um setlist só com músicas próprias. E isso foi como um murro pra mim, já que todas as bandas de antes mandavam alguns covers de músicas famosas que eram logo abraçadas pelo público.

Estava no palco a MISANTROPIA, e a partir dali eu passei a sempre conferir nos cartazes de shows seguintes se rolaria aquela banda que me intrigou desde a primeira vez que os vi. E assim segui acompanhando os caras e me aproximando ainda mais da banda e do rolê.

Nessa história lá se vão mais de 20 anos e a banda segue ativa, ou melhor, completando 30 anos de música torta e subversiva tocada no mais alto volume pelos buracos, becos e subterrâneos das pequenas e grandes cidades. São vários gigs, lançamentos, rolês e é claro, muita história pra contar. Uma trajetória marcada por amizade, tretas, momentos divertidos, engraçados e é claro muito hardcore.

Ao atravessar gerações a MISANTROPIA se renova e bebe na fonte de diversas referências, desde as que ajudaram na formação política e ideológica da banda, até algumas paradas mais atuais. É nessa vibe que eu entrei na banda!

Nas idas e vindas da formação eu acabei assumindo a bateria no time, depois de 20 anos do primeiro contato e hoje sou um dos integrantes desse trio junto a 2 membros da formação original que se aturam e compartilham ideias desde 1991. Uma nova experiência pra mim e uma oportunidade de conviver com dois caras que seguem acreditando no que motivou o início da banda: a força das ideias e do faça você mesmo!

Vida longa Misantropia!

Luiz Bzg::


 


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