OS DEZ MELHORES FILMES DE COMÉDIA | Parte I
- Fernando Godoy

- 10 de jun.
- 4 min de leitura
Como meia dúzia de eventuais leitores já devem ter percebido, sou um apreciador da sétima arte, como se diz um autêntico cinéfilo, conforme já me aventurei a fazer algumas resenhas sobre filmes neste blog.
Bem hoje me atrevo a mergulhar um pouco mais a fundo no tema filme propriamente dito, afinal geralmente tratei aqui de películas relacionadas à música.
De pronto, assim como faço com as listas de discos, vou fazer as de filmes de acordo com meu gosto pessoal, portanto pode constar algumas injustiças, ou melhor dizendo, inclusive, ausências imperdoáveis por críticos mais gabaritados do que esse que vos escreve. Mas vamos ao que interessa: a lista.

10 – Sonhos de um Sedutor – 1972 – Woody Allen – Muitos inseririam aqui “Annie Hall” que eu gosto bastante, mas o que mais me marcou foi “Sonhos de um sedutor” – Estrelado também pelo trio: Woody Allen, Diane Keaton e Tony Roberts – o filme trata de um conquistador barato que tem como alter ego, nada mais nada menos que Humprey Bogart. As cenas de tentativas de conquistas apresentadas pelo casal amigo Keaton e Roberts são hilárias. A que Allen é incentivado a mudar seu discurso na pista de dança em direção a vítima de 1,2 que ele estava usando para a garota e ele vem com sua mudança radical: 3,4. A ansiedade do personagem de Allen, as neuras e, sobretudo, as interações com Bogart fictício são de rachar o bico de rir. Se não assistiu ainda, não sabe o que está perdendo.

09 – Alta Ansiedade – 1977 – Mel Brooks – Fã incondicional do mestre da comédia e dos inúmeros filmes do astro como: “Banzé no oeste”, “O jovem Frankstein”, “Spaceballs” e tantos outros; escolhi “Alta ansiedade”, por considerar a melhor sátira de filmes de suspense já feita no cinema. O trio que sustenta o filme é composto por Brooks, Cloris Leachman e Ron Clark. O enredo gira em torno de um psiquiatra, vivido por Brooks que vais chefiar um Hospital de Psiquiatria de renome, que está viciado em manter seus pacientes, mesmo dando sinais de cura. Daí por diante começam a pipocar situações hilárias nos remetendo a clássicos do suspense, sobretudo do melhor de todos “Hitchcock”. O próprio Brooks detém uma doença alta ansiedade, uma clara alusão ao filmaço “Um Corpo que Cai”. Mas há cenas hilárias no filme como a referência de “Os Pássaros”, onde Brooks é perseguido por pássaros que o atacam desferindo defecadas em sua direção, ou ainda de um irascível porteiro de hotel que ataca Brooks com golpes de jornal no chuveiro, noutra clara menção a “Psicose”. Assistam, é para rir mesmo.

08 – Dama de Vermelho – 1984 – Gene Wilder – Tenho uma verdadeira obsessão por este filme, acho Gene Wilder um comediante ímpar destes que além de inteligente tem a capacidade de fazer rir com uma facilidade sem igual. Sua parceria com Richard Pryor rendeu inúmeros filmes engraçados, a exemplo de “Expresso de Chicago”, “Loucos de dar nó”e “Cegos, surdos e loucos”. Mas como disse acima tenho uma obsessão por Dama de Vermelho. A história trata de um cara que trabalha numa agência de publicidade que fica obcecado por uma modelo que ele avista no estacionamento e se depara com uma mulher estonteante vivida pela belíssima “Kelly LeeBrock”, toda vestida de vermelho que ao passar por um duto de ar, faz com que sua saia esvoace aos ventos, sob os olhares babados de Wilder, daí por diante ele passa a persegui-la (talvez hoje fosse considerado inapropriado – Stalker) a ponto de cavalgar somente porque descobriu que ela frequentava o lugar – as cenas são muito engraçadas; numa sucessão de contratempos e equívocos envolvendo sua colega de trabalho e esposa na vida real, “Gilda Radner”, numa participação simplesmente hilária, destas de roubar a cena, o filme é muito bom e ainda tem o grupo de amigos de Wilder, muito competente, também, sobretudo “Charles Grodin”.

07 – O Âncora – 2004 – Adam Mackay – Will Ferrel em estado puro, talvez num encaixe pouca vezes vistos no cinema, um papel que lhe caiu a talho, onde ele pode desfilar todo seu talento cômico, no limiar entre exagero e genialidade, às vezes beirando um e outro extremo, mas o resultado final é uma comédia de absurdos que fazem a gente rir do início ao fim. Todo ambientado nos anos 70, com os devidos realces de seus estereótipos. Cenas de machismo, egocentrismo, narcisismo e exageros que de tão absurdos se tornam hilários. Comédia dos anos 2000 que merece ser vista e revista. Elenco ainda tem “Paul Rudd” e um imbecil impagável de “Steve Carrel”e ainda conta com uma luxuosa participação de “Vince Vaugan”, líder de uma emissora rival, que tira suas diferenças na base do insulto e da porrada mesmo. Muito bom mesmo. As cenas de tentativas de sedução da personagem feminina vivida por “Cristina Applegate” são muito engraçadas, quando ele tenta explicar a origem da palavra “San Diego”, que dá origem ao nome da famosa cidade da Califórnia – “vem de San Diago...” eu particularmente quase choro de rir, mas tem muito mais cenas cômicas de tirar o fôlego. Quem gostar de um besteirol bem feito não irá se arrepender.

06 – Um Convidado bem Trapalhão – 1968 – Blake Edwards – Filme que fora impulsionado pela famosa parceria Edwards e Sellers por conta do sucesso mundial de “A Pantera Cor de Rosa”, é para mim superior ao hit. Que Sellers é um gênio da comédia, ninguém questiona, mas aqui ele está perfeito, num papel de um ator/figurante indiano medíocre. Convidado por engano para uma festa de encerramento do filme que ele participou e destruiu os cenários de locação (cenas que são exibidas no início do filme). Ao adentrar a festa na mansão do produtor se depara com situações inusitadas e carrega o filme com sua capacidade de lidar com situações cotidianas da forma mais maluca e genial possíveis. Mas há de se registrar a participação do garçom, vivido por “Steve Franken”, que passa o filme todo bebendo e criando situações impagáveis. Tornando-se um coadjuvante de peso no filme. Assistam correndo. Filme imperdível. Dê boas risadas com este clássico de Sellers.
GODOY COMÉDIA




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