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ROCK IN RIO INESQUECÍVEL

Atualizado: 8 de jul. de 2022




O momento é oportuno para falar sobre este festival maravilhoso de música que sempre abrangeu vários ritmos, mas em especial como o nome já denuncia: Rock. Este gênero tão fascinante e apaixonante.

Para mim, o primeiro foi inesquecível, tinha 12 anos e estava no auge da adoração de bandas como, ACDC, IRON MAIDEN, OZZY OSBOURNE, VAN HALEN, KISS, SCORPIONS, SAXON, DEF LEPPARD, BLACK SABATTH, DEEP PURPLE e tantas outras.

Neste rock in rio teríamos como atrações roqueiras internacionais: QUEEN, ACDC, IRON, OZZY, WHITESNAKE (este substituindo Def Leppard), SCORPIONS e YES.

O abismo entre equipamentos e estrutura das bandas internacionais frente às nacionais era praticamente intransponível. Neste quesito evoluímos bastante.

Antes de qualquer outra coisa é bom frisar que o evento sempre foi bastante eclético, como ainda é hoje, ao contrário do que alardeiam que antigamente era mais rock’n’roll. Não é verdade, basta dizer que no primeiro tivemos Alceu Valença, Pepeu Gomes, James Taylor, B52’s; no segundo, New Kids on The Block, Information Society; no terceiro, Britney Spears.

As atrações, as que me lembro, nacionais: Elba Ramalho, Alceu Valença, Rita Lee, Pepeu Gomes, Ney Matogrosso, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos, etc e Internacionais: B52’s, Al Jarreau, George Benson, James Taylor, Rod Stewart, Nina Hagen, etc. Portanto, percebe-se que comportava todo mundo e os gostos mais variados possíveis.

A minha ansiedade era pelas bandas na época definidas como Heavy Metal: Acdc, Iron, Ozzy, Whitesnake e Scorpions. Hoje, a exceção do Iron, diria que são bandas de Hard Rock. Clichês a parte, o fato era que eu já estava devidamente preparado para o evento, que só não pude acompanhar in loco, devido a minha pouca idade, é verdade os tempos eram outros; em compensação estava com o vídeo cassete Sony – Betamax (o da fitinha), que ainda contava com significativo avanço tecnológico – controle remoto com fio acompanhado das cômodas funções de pausar, adiantar e voltar. Nossa, quanto avanço possuíamos na época.

Havia um embate paralelo, eu e meu irmão mais velho tínhamos nossas bandas prediletas, as minhas: Acdc, Iron, Ozzy; e as dele: Kiss, Scorpions e Van Halen. O detalhe curioso e arretado do lance consistia que existiam brigas e discussões para ver qual das bandas de cada um era melhor que a do outro. Eu levava vantagem nesta briga, tendo em vista que as minhas preferidas estariam no evento, enquanto que ele só podia contar com seu representante alemão; Scorpions.

A disputa era tão acirrada que quando começaram a transmitir o evento, nós contávamos quantas músicas eram transmitidas de cada grupo; para depois tirar sarro do outro, lembro que teve um dia que transmitiram 10 músicas do Acdc ao vivo e eu emendava: Cadê que fizeram isso com o Scorpions?

Na verdade era tudo fachada, pois adorávamos as bandas “rivais”, no entanto isso acrescentava um tempero a mais no universo metálico. A disputa e a defesa era equivalente a torcida por um time de futebol.

Mas, superadas as rivalidades, os shows foram extraordinários a começar pelo Queen, que realizou um espetáculo emocionante com integração total entre banda, liderada pelo saudoso e insubstituível Fredie Mercury, e platéia numa simbiose de arrepiar.

Na noite do metal, o intruso foi a grande surpresa: Whitesnake, fazendo um show consistente e empolgante, em especial quando tocaram duas músicas magistrais com participação maciça do público – Guity of Love e Love Ain’t Strangers. Simplesmente demais: David Coverdale – Vocal arrasador; John Sykes – Guitarrista virtuoso e Cozy Powel (já falecido) arrebentando nas baquetas.

O Acdc trouxe além do incansável Guitarrista Angus Young e o vocal esganiçante de Brian Johnson, uma parafernália sem igual até o momento: Canhões que dispararam durante a apresentação de For Thouse about to Rock We salute you e um sino gigante que descia do teto até o palco na música Hells Bells, ocasião em que o vocalista subia no mesmo e batia com toda força munido de um martelo. Confesso que adorei o show, todavia esperava um pouco mais. É fato que na época a banda vinha de um disco de pouca repercussão dos fãs- Flick of the Switch, mas o Angus arrasou, inclusive com direito ao tradicional Striper Tease na música Bad Boy Boogie.

O Ozzy fez um show emocionante referente à turnê de seu disco Bark at the Moon, trazendo uma formação excepcional com destaque para o competentíssimo Jake E. Lee e Tommy Aldrige na bateria, com direito a solo com as mãos à La John Bohan do Led Zeppelin. O velho príncipe das trevas estava com o carisma de sempre e ousou ao vestir o manto sagrado do mengão, levando a galera ao delírio, pelo menos os flamenguistas.

O Scorpions fez um show delirante. Os dois guitarristas – Rudolph Shenquer e Matias Jabs estavam demais, especialmente este último responsável por solos de tirar o fôlego, mas o frontman – Klaus Maine, foi o destaque, apresentando um carisma e talento vocal invejáveis, aliados a uma energia inesgotável, deixando o público extasiado.

O Iron Maiden, talvez na época fosse a grande atração do gênero metal, haja vista estarem em plena turnê do recente álbum – Powerslave – Slavery tour e estourado no mundo todo e de fato não decepcionaram, com uma mega produção ambientada no Egito antigo com direito a múmias, sarcófagos etc, um Eddie (mascote da banda) mumizado, inesquecível. Os vocais de Bruce Dickson estavam afiadíssimos, nos proporcionando performances arrasadoras, com canções como Rime of Ancient Mariner, Powerslave, The Number of the Beast, Iron Maiden, Run to the Hills, The Trooper, etc; só clássicos (desculpem a redundância), pois na época era só o que eles tinham. Steve Harris, líder e baixista da banda estava impecável com o seu instrumento de som galopante, ensinava aos demais como tirar o melhor som das quatro cordas; a dupla de guitarristas – Dave Murray e Adrian Smith – perfeitos; Nicko Mcbrain – batera, muito bom e carismático como sempre. Demais!!!

Comparações de lado, mas que a turma fez um festival imbatível é fato incontroverso, e inclua aí Rock in Rio Lisboa e Madrid. A partir daquele Rock in Rio o Brasil passou a ser circuito quase obrigatório das grandes bandas do momento.


Godoy Hard Rock

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