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W.A.S.P - AO ESTILO MAD MAX 2

Atualizado: 26 de set. de 2022


Se existe uma banda considerada de hair metal que tenha estreado de forma mais voraz e pesada do que essa trupe americana intitulada W.A.S.P, eu desconheço. Verdadeiro formador de caráter do gênero, diria até que os caras meio que se encaixavam mais pela onda e visual do que pelo som. Talvez até haja mais clichê do que postura, mas uma coisa é certa, o “shock rock” da turma era de arrepiar.

Apesar de terem surgido no cenário de Los Angeles da Sunset Strip, eles realmente se diferenciavam da maioria dos seus pares. Além do som mais pesado que os demais, atiravam fardos de carne crua na platéia, ateavam fogo no letreiro com o nome da banda, as cenas teatrais com bastante correntes, serras, facas, câmara de tortura e o visual claramente inspirado no filme estrelado por Mel Gibson de 1981 – “Mad Max 2, a caçada continua”, sobretudo pela gangue vilã liderada pelo ator Vernon Wells (vilão icônico dos anos 80, foi antagonista de Schwazeneger em Comando para Matar, também) faziam de suas apresentações durante os anos 80, uma atração quase alienígena da época, bastante impactantes.



O disco de estréia lançado em 1984 e homônimo da banda – WASP, já trazia a galera toda caracterizada na capa e contracapa, nos brindando com aquela atmosfera predominante do citado filme. Quarteto liderado pela figura e dono de umas das vozes mais esganiçadas do metal, Blackie Lawless – vocalista, baixista e principal compositor do grupo, mas ainda contava com dupla de guitarristas pra lá de competente, puxadas pelo gigante loiro e suas inseparáveis Jacksons em ‘V”, Chris Holmes e Randy Piper; e ainda o batera Tony Richards.

Já na abertura do disco, o cartão de visitas que os marcariam pra sempre o hit espetacular I Wanna be Somebody, cujo clipe trás Lawless girando a cabeça dando a impressão que ela vai voar a qualquer momento. Mas o vinil trazia vários clássicos da banda reunidos como se fosse uma coletânea: Love Machine, uma das melhores – e seu andamento marcante de baixo com direito a um clipe historinha tão marcante e legal que se faziam à época; The Flame – sensacional; B.A.D – refrão alucinante; School Daze – uma espécie de versão de School’s Out de outra figuraça do Metal, Alice Cooper (aliás, inegável sua influência na banda); Segue ainda com a bem pesada The Hellion e a belíssima balada (tinha que ter) Sleeping in the fire; na sequência a bem legal On Your Knees e fecha com as mais pesadas e marcantes para mim: Tormentor e The Torture Never Stops.

Um dos melhores álbuns de estréia de uma banda de metal e na minha opinião a melhor (estréia) do Glam. Apesar de achar que eles sempre foram muito mais do que somente isso.

O lançamento da bolacha fez parte do selo promocional “Heavy Metal Attack”, onde ainda tinham Powerslave do Iron, Great White, Icon e Keel. O selo era bem legal, vinham adesivos auto colantes (é o novo!) das bandas participantes da promoção e do próprio selo. Eu mesmo tinha-os colados na cabeceira da cama.

GODOY LAWLESS


 



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Verdade, Betuca. Esse disco ao vivo escutei bastante, também. Você bem que podia resenhá-lo.

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Cedryck Farias
Cedryck Farias
02 ago 2022

Betuca, isso não é um comentário, isso é um complemento do texto. Com direito a referências visuais e tudo, você agora massacrou!!!!! Kkkkk

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Roberto Celestino
Roberto Celestino
01 ago 2022

Realmente o W.A.S.P. era impactante, sobretudo porque naquela época, anos 80, não tínhamos disponível muitas informações disponíveis em comparação a era da Internet, quase nada. Não havia YouTube e as performances ao vivo eram raras de ver. Assim, a audição de disco ao vivo era uma espécie de revelação da intimidade da banda, sua personalidade, seu DNA. Digo isso porque o disco ao vivo do W.A.S.P, lançado em 1987, Live... In the Raw (numa tradução grosseira Ao vivo... bruto, cru) era uma porrada, visceral e exatamente isso. Esse disco certamente está entre os 10 discos ao vivo que mais ouvi e até hoje costumo visita-lo de vez em quando.

"I don't need no doctor...All I need is my love machine'.



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