PREFIRO RUSH A LED ZEPPELIN
- Fernando Godoy

- há 1 dia
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Antes que receba uma saraivada de críticas ou até xingamentos, prudente trazer inicialmente em que contexto isso se encaixa. De pronto, aviso logo que sou um tremendo fã do Led Zeppelin. Mas a referida “polêmica” que o título traz é que quando era adolescente, não sei por que cargas d’água havia essa discussão acerca das duas bandas e sempre surgia essa pergunta. Creio eu que muitos acham ou achavam que o Led fosse melhor, em razão do início do Rush – inicialmente foi rotulado de cópia da banda inglesa, o que convenhamos até podia fazer certo sentido, se compararmos aos primeiros discos, sobretudo o primeiro.

Porém, já a partir do segundo disco – “Fly By Night”, se percebe pitadas da pegada própria do Power Trio canadense, como “By -Tor and the Snow Dog” e a faixa título; vindo a consolidar-se de forma definitiva como banda verdadeiramente autoral a partir do quarto álbum “2112”. Daí pra frente eles se tornaram banda referência e principalmente por mesclar uma infinidade de sons e estilos que chegaram a afastar alguns fãs, como por exemplo os discos dos anos 80. Bem para mim, foi precisamente o contrário. Se o afastamento da fase mais Proggie (“2112”, “A Farewhell to King” e “Hemispheres” ) de certa forma ocorreu por conta da entrada mais pop, misturada com momentos de hard rock, reggae/ska (muito pelo The Police) e a própria progressividade. Da fase dos anos 80 que adoro, destaco: “Permanent Waves”, Moving Pictures”, “Signals”, “Grace Under Pressure”, “Power Windows” e “Hold The Fire”, sem esquecer de “Presto”. Ou seja, agora que percebo que adoro TODOS os álbuns deles dos anos 80.

Os anos 90, também trouxeram certa modernidade e volta ao hard rock em três discos excelentes: “Roll the Bones”, “Counterparts” e “Test for Echo”, com um certo abandono dos teclados, tão usados com maestria na década passada. Muito de minha devoção a banda é por essa capacidade de sempre se reinventar a cada disco, a cada década.
Dos anos 2000, eu ressalto o último trabalho da banda – “Clockwork Angels”, disco que seguramente envelheceu bem e talvez seja o mais pesado de todos os discos do Rush. Na minha opinião encerra a carreira (apesar do anúncio de uma turnê com a talentosa baterista Anika Nilles) com chave de ouro.
Portanto, me perdoem os fãs da excepcional banda Led Zeppelin, mas prefiro Rush por todos os motivos que declinei, sem deixar de reconhecer que a banda inglesa teve sua fase de experimentalismo, demonstrando sua capacidade de se abrir a novas e inusitadas influências.
Segue abaixo minhas 20 melhores músicas do Rush do anos 80/90, para entender e conhecer esta fase tão profícua da banda, pelo menos para este redator. Vamos a ela:
1 – The Spirit of Radio; 2 – Freewil; 3 – Natural Science; 4 - Subdivisions; 5 – Losing It; 6 - Limelight; 7 - Tom Sawyer; 8 – YYZ; 9 - Red Sector A; 10 – Distant Earlyng Morning; 11 – Manhatan Project; 12 – Marathon; 13 -Time Stand Still; 14 – Mission; 15 – Bravado; 16 – Ghost of a Chance; 17 – Leave That Thing Alone; 18 – Nobody Hero; 19 – Driven; 20 – Resist.
GODOY RUSH




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