ADEUS, AMIGO TONHO
- Fernando Godoy

- há 2 dias
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Peço licença para abordar um tema que não utilizo nos textos que escrevo por aqui, mas hoje não quero falar de listas ou de resenhas de algum álbum marcante para mim. Vou tratar da perda irreparável que foi a do meu amigo querido, Tonho Monteiro, que veio a falecer no último dia 21.04, vítima de um ataque do coração. Aos que o conheciam e sabem o que gerou sua morte tão precoce (54 nos), me perdoem por não abordar esse viés. Prefiro focar na figura humana que foi nosso Tonho.
Um sujeito do bem, daqueles que aparecem como cometa e nos inundam de atenção, admiração e respeito. Amigo fraternal, educado e sempre à disposição para ajudar os outros, mas sobretudo, uma lealdade aos que o conheciam sem pestanejar. O conhecia há mais de 40 anos e sempre foi aquela pessoa incrível e querida. Roqueiro tanto quanto eu, e quando tinha algum rascunho para enviar ao Blog, submeti-o ao crivo do nobre conhecedor profundo do gênero rock’n’roll. Após seu aval, enviava sem medo.
Estivemos juntos em várias aventuras roqueiras. Das inúmeras que fomos, lembro bem do Monsters de 2015, onde ficamos juntos no mesmo quarto de hotel. Deu trabalho para dormir ante suas roncadas que mais lembravam uma forrageira. Bem, ele dizia que quem roncava era eu. Provavelmente eram os dois.
Nos últimos anos ele ostentava uma morenice crescente. Uma espécie de Michael Jackson às avessas, auto promovendo um processo de escurecimento da pele. A ponto de eu chamá-lo carinhosamente de “Tonho Pitanga”. Ele nem ligava e só fazia rir.
Em seu enterro cheguei a ficar emocionado quando fui abordado por um amigo dele destes últimos anos que eu conheço como “Irlandês”, comentando da seguinte forma: -“Fernando Gudói, se existe um cara que ele falava bem era de vc”. E eu prontamente respondi: “Eu também, meu amigo”. Muito embora eu no fundo nutrisse a impressão de que a admiração era recíproca, a verdade que é o tipo de comentário que nos enche de orgulho. Saber que ser tão especial gostava de mim.
Fica aqui, este singelo registro acerca desse amigo ímpar e que foi embora tão cedo. Como bem diz o Iron na canção do Seventh son of Seventh son, de autoria de Dickson e Harris: “Only the Good Die Young” e seu refrão famoso: “Only the Good Die Young, all the evil seem to live forever”, numa tradução livre: “Só os bons morrem jovens, todo mal parece durar para sempre”. Vai com Deus, meu amigo querido e que Nosso Senhor, conforte a família e os amigos.
GODOY MONTEIRO




Tonho, Lelo e Adriano conheço das antigas. Grandes amigos!!!
Tonho era um cara do bem. Deixará saudades.